Governança em Empresas de Pequeno Porte
Uma das maiores falácias em Governança é achar que as suas práticas só se aplicam a empresas de grande porte. Embora a Governança tenha se originado em um contexto de sociedades anônimas de capital aberto, com a sua evolução, as suas práticas foram se adaptando e popularizando nos mais variados cenários.
As empresas de menor porte são tão suscetíveis a problemas, quanto qualquer outra empresa. Conflitos societários, inadequados recursos de tecnologia da informação, falhas nas políticas de privacidade de dados, relacionamentos conturbados com terceiros, são alguns exemplos de questões que não escolhem o porte da empresa para ocorrer.
A implementação de práticas de Governança, adequadas a realidade da empresa podem auxilia-la a superar esses obstáculos e, inclusive, oportunizar-lhes novos mercados.
Por exemplo, a adoção de programas de Compliance é uma boa prática de Governança, que vem sendo exigida para a contratação com a administração pública. Exemplo disso é a Lei Ordinária 15.600 de 2021, do Estado do Rio Grande do Sul, que estabelece a exigência para contratações de compras e serviços em valores superiores a R$ 1.430.000,00, valor que, a depender do fluxo da empresa, está na faixa de faturamento das empresas de pequeno porte.
